O que está em jogo no encontro entre Trump e Xi Jinping nesta semana

Reunião em Pequim nesta quarta-feira, 13, deve tratar de terras raras, tarifas, o conflito no Irã e os limites da inteligência artificial. Crédito: Estadão

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Taiwan criticou nesta sexta-feira, 25, os comentários feitos pelo presidente da China, Xi Jinping, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o futuro da ilha. Em encontro na Casa Branca na quinta-feira, 24, Xi pediu que Washington mantivesse a “posição correta” de se opor à independência de Taiwan, segundo um comunicado do governo chinês.

A declaração usa uma formulação mais rígida do que a tradicionalmente adotada pelos Estados Unidos, que afirmam não “apoiar” a independência de Taiwan. A Casa Branca não divulgou, até o momento, um comunicado próprio sobre o trecho da conversa.

O presidente Donald Trump (à direita) e o presidente da China, Xi Jinping. Foto: Alex Brandon/AP

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A China considera Taiwan parte de seu território, enquanto o governo da ilha rejeita a reivindicação de Pequim. De acordo com informações da agência Reuters, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan afirmou que os comentários de Xi representam uma tentativa da China de “distorcer os fatos” e apresentar unilateralmente suas reivindicações.

Taiwan também afirmou que sua soberania pertence à população da ilha e que seu futuro deve ser decidido pelos próprios taiwaneses por meios democráticos.

Os Estados Unidos são o principal parceiro internacional e fornecedor de armas de Taiwan, embora não mantenham relações diplomáticas formais com a ilha. Washington segue a política de “Uma Só China”, pela qual reconhece diplomaticamente Pequim e não assume posição sobre a soberania de Taiwan, ao mesmo tempo em que mantém relações não oficiais com Taipei.
A questão ocorre em meio às negociações entre Trump e Xi sobre temas como comércio, tecnologia e a guerra no Oriente Médio. Em maio, após encontro com o líder chinês em Pequim, Trump afirmou que havia colocado em espera um pacote de armas de US$ 14 bilhões para Taiwan e o descreveu como uma “moeda de negociação”.
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Em resposta às declarações de Xi, o governo taiwanês afirmou que continuará trabalhando com os Estados Unidos e outros parceiros para preservar a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan.
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