Resumo

O presidenciável Renan Santos (Missão) afirmou que estará no segundo turno, negando apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro. Se eleito, planeja nomear Amanda Vettorazzo para a Secretaria-Geral e Kim Kataguiri para um superministério de reformas. Ele propõe retirar o Bolsa Família de pessoas aptas ao trabalho de forma gradual, criando frentes comunitárias e cortando o auxílio após a recusa de três empregos. Santos defende ainda o pagamento por hora trabalhada com jornada flexível.

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) não se comprometeu a apoiar nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno entre os dois. "Eu vou me apoiar, porque eu estarei no segundo turno", declarou, ao ser perguntado sobre o tema durante o programa Domingo Espetacular, da Record.

Santos disse que, se eleito, terá a vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União) como secretária-geral da Presidência e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) à frente de um "super ministério" encarregado de fazer reformas do Estado.
Bolsa Família
Na entrevista, Santos disse que vai tirar o benefício social do Bolsa Família das pessoas que estão aptas a trabalhar. A medida será implementada em partes, segundo o candidato. No primeiro estágio, haverá a manutenção e a ampliação do benefício para mães sem condições de trabalhar ou residentes em regiões sem atividade econômica.
Na segunda fase, Santos promoverá a criação de frentes de trabalho comunitário (como infraestrutura e manutenção urbana) voltadas a beneficiários jovens sem filhos, aptos ao trabalho, para garantir salário, alimentação e transporte. "Ao chamar essas pessoas, elas voltam a trabalhar e recuperar a dignidade."
Na terceira parte do plano, o governo fará um cadastro obrigatório em banco de dados de empregos, com perda do benefício em caso de recusa de três ofertas de trabalho consecutivas.
Trabalho por hora
Santos sugeriu ainda a adoção do pagamento aos empregados por hora trabalhada, com horários flexíveis, limites máximos de jornada semanal e períodos mínimos de descanso. "Assim, você tem flexibilidade para montar a escala de trabalho. Quem quer trabalhar mais, trabalha mais. Quem quer trabalhar menos, trabalha menos", exemplificou.

