A informação consta no relatório da Polícia Civil sobre o cumprimento dos mandados

13 set 2026 - 16h45

(atualizado às 19h33)

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- Por: Juliano Galisi

Resumo

A Polícia Civil constatou que a Go Up Entertainment, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, e a ONG Instituto Conhecer Brasil não funcionavam no endereço registrado em SP. A revelação ocorreu após o STF retirar o sigilo da Operação Wi-Fi, que apura o desvio de emendas parlamentares de Mário Frias para financiar o longa. Alvo de buscas, a produtora Karina da Gama negou a senha do celular apreendido. Sua defesa afirma que ela não cometeu ilícitos e colabora com a apuração.

Foto: Divulgação

A Go Up Entertainment, produtora do filme "Dark Horse", inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, não funcionava no endereço informado às autoridades, uma sala comercial na avenida Paulista, em São Paulo.

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Wi-Fi, que investigou suspeitas de desvio de recursos públicos para a produção do longa-metragem. Um dos endereços alvos das diligências foi a sala comercial em que estavam registradas duas empresas de Karina da Gama, produtora do filme, além do Instituto Conhecer Brasil, ONG da qual ela é presidente.

No local, os policiais foram informados de que tanto a Go Up quanto a empresa GO7 Assessoria não estavam cadastradas ali. Já o Instituto Conhecer Brasil estava com o cadastro cancelado e não operava mais no espaço.

A informação consta no relatório da Polícia Civil sobre o cumprimento dos mandados. O material veio a público neste domingo, 13, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo sob a investigação.

Na ocasião, o endereço residencial de Karina da Gama também foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Segundo o relatório da Polícia Civil, a produtora não resistiu à operação, mas recusou-se a fornecer a senha do celular apreendido.
Em nota, a defesa de Karina da Gama afirmou que recebe a decisão de Dino sobre a quebra do sigilo "com absoluto respeito". "A transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa", disse o advogado Ricardo Sayeg, que representa a produtora. A defesa sustenta que Karina não cometeu nenhum ilícito e que a empresária está colaborando com as investigações.
O Instituto Conhecer Brasil está na mira da Polícia Federal por suspeitas de desvio de recursos públicos para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, há indícios de que a entidade desviou recursos oriundos de uma emenda parlamentar do deputado federal Mário Frias (PL-SP), que assina o roteiro do longa.
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