O homem de 28 anos suspeito de importunar sexualmente uma passageira voltou a entrar em um vagão exclusivo para mulheres do Metrô-DF por volta das 13h30 desta segunda-feira (14/9). Segundo informações obtidas pelo Metrópoles, ele embarcou na Estação Concessionárias, em Águas Claras (DF) e permaneceu no vagão até a região da Asa Sul, sem ser retirado.“Ele ficava rangendo os dentes, deixando as mulheres desconfortáveis. Uma moça que estava sentada ao lado dele chegou a se levantar porque ficou desconfortável. Ele parecia revoltado pelo ocorrido, chegou a chorar bem alto, para todo mundo ouvir”, contou uma passageira que presenciou a situação e preferiu não se identificar. Leia também Distrito FederalPassageiras denunciam homem por importunação sexual em estação de Metrô O retorno ocorreu poucas horas após o homem ser conduzido à delegacia por agentes de segurança do Metrô-DF. Pela manhã, ele havia sido acusado de se esfregar em uma passageira de 19 anos dentro de um vagão, na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga.A ocorrência foi registrada como importunação sexual. Uma segunda mulher, de 28 anos, também foi apresentada como vítima de vias de fato. Os envolvidos foram levados à 21ª Delegacia de Polícia, onde prestaram depoimento.Após ser ouvido por meio de termo de declarações, o homem foi liberado. O caso foi encaminhado para apuração da 12ª Delegacia de Polícia.Como funciona o Vagão RosaO chamado “Vagão Rosa” é destinado ao uso exclusivo de mulheres, pessoas com deficiência e seus acompanhantes. Segundo o Metrô-DF, cabe ao Corpo de Segurança Operacional (CSO) fiscalizar o cumprimento da regra.De acordo com a companhia, quando um homem que não se enquadra nas regras entra no carro exclusivo, os agentes fazem uma abordagem educativa. O usuário é informado sobre a regra e convidado a se dirigir a outro vagão do trem. Caso haja resistência, ele é retirado do carro e pode ser encaminhado à delegacia para responder por crime de desobediência.O Metrô-DF informou ainda que mantém cartazes e barreiras adesivadas nas plataformas para orientar os passageiros sobre o uso correto do carro exclusivo. A companhia afirmou que a legislação não prevê uma punição específica para o simples descumprimento da regra.







